terça-feira, 30 de outubro de 2018

Valorizem seus professores. Talvez eles sejam algumas das poucas pessoas que realmente se importam com vocês.

Queridos alunos, valorizem seus professores. Talvez eles sejam algumas das poucas pessoas que realmente se importam com vocês.

Há um tempo escrevi um desabafo sobre deboche e falta de respeito em sala de aula, por parte de alguns alunos. Acompanho com tristeza a desvalorização que os professores vêm sofrendo em vários setores da sociedade. Comentários maldosos, injustos e que desconhecem a realidade escolar povoam os discursos dominantes do senso comum.

Parece que alguns adultos esqueceram que muito do que hoje sabem, aprenderam com professores. Desde as primeiras palavras escritas, até a formação do senso crítico, que inclusive lhe permitem argumentar contra pontos de vista contrários ao seus.

Para os que ainda estão em sala de aula, reflitam se os professores são realmente os seus grandes inimigos. Sei que não somos os únicos, que muitas profissões são permeadas de amor e doação. Mas o que motiva um professor não é só o salário. Acreditamos nos nossos alunos, ficamos felizes quando os vemos crescer e conquistar vitórias, quando os vemos amadurecer.

Quantas vezes um professor tirou dinheiro do próprio bolso para preparar uma aula, para alguma melhoria na escola ou para ajudar algum aluno! Quantas vezes um professor ficou depois do seu horário de trabalho, abriu mão do seu café no intervalo, para escutar um aluno! Quantos aconselharam, foram carinhosos e deram força!

Eu tive vários professores assim, possuo muitas lembranças positivas e reconheço que muito do que sou devo a eles. Agora, além de não sermos mais valorizados, somos o primeiro alvo, vistos como “os grandes inimigos”. Claro, estimular o pensamento é perigoso, ler é perigoso. Você que é aluno, ponha a mão na consciência e pense em tudo o que seus professores já fizeram por você. Se chamam atenção é porque sabem do seu potencial, que você pode se esforçar mais. Tendo o mesmo ponto de vista que o seu ou não, sempre quiseram um bom futuro, sucesso e realizações para a sua vida.

Raquel Stolf Rodrigues 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Eleições X xenofobia



Os argumentos devem se restringir às propostas que você defende.  Não é correto usar a política para permitir que o preconceito aflore em seus discursos. Xenofobia é crime!
A discussão aqui não é entre Nordeste e Sul. Respeito sempre!

https://new.safernet.org.br/denuncie#mobile

domingo, 7 de outubro de 2018

Eleições 2018



Nunca fui votar tão triste, tão sem convicções.  Fiz meu título aos 16 e era sonhadora, acreditava no meu papel de cidadã. Hoje o meu sentimento é de frustração e desolação. O problema da sociedade atual é muito maior, não é político partidário. É a falta de respeito, de empatia, do amor ao próximo... Existem as pequenas corrupções do dia a dia,  o egoísmo, o ar de superioridade, o "não me incluo neste grupo e não me importo", o desejo de pais perdidos que terceirizam a educação que deveria vir de casa, para a escola ou para a Igreja.  A salvação não está em um político, sinto dizer. A mudança está nas nossas pequenas atitudes, nossas pequenas escolhas diárias, como educo minha filha, como trato meu colega.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Minha opinião sobre o porte de armas para cidadãos comuns


Minha opinião sobre o porte de armas para cidadãos comuns

        Há quem acredite estar em segurança com uma arma em casa. Penso que não conseguirei mudar a opinião de quem pensa assim. Mas gostaria de dar o meu testemunho para uma reflexão.
        Quem olha o meu relacionamento com o Gilmar de fora, não imagina as dores e feridas que já causamos um no outro. Se ainda estamos juntos, foi pela nossa querida filha Valquíria e a nossa decisão de amar, que aprendemos ao procurarmos ajuda (isso é assunto para outro texto).
        Sempre soube que não se deve discutir na frente dos filhos. Tentamos evitar o máximo que pudemos, mas algumas vezes isso foi incontrolável.  Conto frequentemente para as pessoas que o  Gilmar e eu chegamos a nos separar. Em uma de nossas brigas eu estava com um sentimento muito forte de raiva, a situação estava insustentável. Não me lembro o que ele disse, mas a minha reação imediata foi pegar o primeiro objeto que estava a meu alcance (que no caso era um livro, por ironia do destino) e arremessar com força em sua direção.
        A Valquíria correu, se jogando na frente do Gilmar e o livro acabou acertando nela. Fisicamente ela não se machucou. Mas a dor psicológica que lhe causei certamente será lembrada por toda a sua vida. Imagino que quando ela lembrar de seus traumas de infância, esse momento voltará à tona em sua mente. Chorei, ajoelhei–me e pedi perdão.  Mas o remorso por este ato ainda me corrói. Agora eu penso: “E se fosse uma arma de fogo?” Só quem já passou por um sentimento de fúria como esse entende o que eu estou falando.
        Vejo discursos que uma faca de cozinha pode ser usada como uma arma. Tenho consciência disso. Um tempo atrás houve uma briga de trânsito em que uma pessoa feriu a outra com uma caneta. Sim, uma caneta. Mas o estrago é muito menor do que uma arma de fogo. Não consigo me perdoar pelo dano psicológico que causei na Valquíria e também no Gilmar. Mas, é um alívio saber que ela ainda está aqui conosco. Que o final dessa história poderia ser muito mais dramático.
        O meu objetivo aqui não é discutir política.  Votem em quem quiserem. Mas independente de quem ganhar essa eleição, minha posição sobre o porte de armas de fogo para os cidadãos comuns continua a mesma. O presidente Trump comentou que os professores deveriam ir armados para a escola. Eu confesso que não tenho preparo técnico nem psicológico para isso. Nem tenho vontade. Tento me controlar o máximo que posso em sala de aula, mesmo quando um aluno me ofende, tem atitude desrespeitosa ou me tira do sério. Mas nem quero imaginar uma possível consequência,  caso uma situação fuja do controle. Sem contar que eu sei que existem professores muito mais nervosos do que eu.
Raquel Stolf Rodrigues